quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Sútil perfeição.
A mãe possível e a beleza da mãe aos olhos dos filhos.
Depois de tantos textos sobre a maternidade perfeita eu venho contestar e mostrar meu contra ponto do outro lado da balança onde sou absolutamente imperfeita.
Durante 8 meses, siiiiimmmmm 8 meses meu filho caçula nunca dormiu mais que 40 minutos ininterruptos, assim mesmo, a noite ele acordava a cada 40 minutos e lá ia eu atender a demanda do lindinho.
Imagine meu estado? Zumbi permanente, olheiras, cabelos num coque e mal saia de dentro do pijama.
Pra mim estava tudo certo pois eu sabia que era uma fase e que meu filho iria crescer e demandar menos e eu poderia voltar a ser a mulher que era mas naquele momento eu deixei a mulher de lado e fui apenas mãe.
Não porque não me valorizava, não porque queria ser a melhor mas queria fazer por meu filho o melhor que eu pudesse.
Eu me valorizo a ponto de saber oque é excessivo e desnecessário numa hora como essa, meu filho dorme 40 minutos e eu me dou tanto valor que vou lá fazer as as unhas? Fazer chapinha?
Nãoooooo eu vou lá e durmo um pouco, vou lá fora respirar um ár fresco, me reerguer, tomar um banho decente ou correr e apressar a comida do mais velho.
Fazer um cata na bagunça e enfiar a montanha de roupa que ta la gritando no cesto pra ser lavada e tcharãmmmmm menino acordava e vinha pro colo, e era choro, choro, choro. Dele, meu, nosso choro conjunto.
Eu me valorizo pra caramba, valorizo meu tempo, minha vida e uma chapinha ou unhas feitas não aumentam ou diminuem me valor, elas apenas maqueiam um pouco a pessoa que sou independente de tudo isso.
Eu num estado de calamidade pública meu filho me olha e "mamãe vc é mto linda" olha pra uma fotografia antiga onde eu era magérrima e bem cuidada e não me reconhece ali e fala "a mamãe é mais linda agora" pq essa é a mãe dele, amor de filho independe de nossos cuidados estéticos, eles nos olham pelas lentes do amor verdadeiro, puro e sincero. Se damos amor a eles , seremos sempre lindas a seus olhos.
A maternidade me trouxe um respeito por mim que eu não possuia porque eu nunca pensei ser capaz de dar conta de tudo e eu descobri que realmente eu não sou capaz mas aprendi a dar importância as coisas certas no momento certo pra mim.
Hoje ele dorme e eu cuido da casa, me cuido, depilo, faço chapinha e babyliss, aquilo tudo passou e hoje tenho meu tempo sem ficar me preocupando se ele vai acordar, se vou dar conta de tudo.
Meus filhos dão trabalho, demandam e me enlouquecem. Me testam, me enfrentam, me amam.
Eu já me descabelei sem saber como agir, já fiz cara de paisagem pra birras, já chorei de medo por uma simples febre que nunca cedia.
Já fui ao mercado de meias trocadas, roupa zuada, cabelo no coque com relaxo absurdo, td que eu queria eram umas verduras e algo pra comer e tendo a difícil tarefa de carregar comigo um bebê "chorador".
Eu nunca vou dar conta de tudo mas dentro das minhas possibilidades eu farei sempre o melhor.
Essa pra mim é a maternidade possível dentro da minha realidade.
Boa tarde meninas.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário